quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Aula-debate - A Nossa Narrativa para a Europa - Parte 1

Estudar o passado da Europa serviu para compreendermos o presente, que como sabemos é uma altura de dificuldades devido à crise económica. Nesta altura há muitas pessoas que não acreditam na União Europeia, nem nos seus políticos, situação demonstrada na abstenção nas últimas eleições para o Parlamento Europeu. É preciso, portanto, uma nova narrativa para a Europa. É preciso manter vivo o espírito europeu herdado por diferentes culturas, mas assente em valores comuns de paz, liberdade, democracia e estado de direito.
Os jovens querem ser a voz de uma mudança de paradigma na Europa, uma mudança baseada num modelo global de sociedade assente em valores éticos que inspirem os cidadãos europeus e os do resto do mundo. Queremos uma Europa mais justa, com menos desigualdades entre os vários países. Queremos que a Europa continue a ser um exemplo de paz, de desenvolvimento e de inspiração para o resto do mundo. Queremos ser cidadãos europeus, com orgulho e com sentido de pertença. Sim, queremos uma nova narrativa para a Europa e, por isso, estamos aqui contribuir para uma cidadania europeia plena, participativa e informada. Queremos ser a voz de nova narrativa para a Europa e participar no debate europeu, através do Projeto “Os Açores e a Europa”.
O Projeto “Os Açores e a Europa”, um projeto do nosso Clube, financiado pelo ERASMUS+, que pretende através do diálogo estruturado, "aproximar os jovens dos decisores públicos, criando cidadãos interessados, jovens com consciência cívica e pessoas empenhadas na resolução do seu presente e na perspetiva do seu futuro”.




A construção da União Europeia

Hoje, no Clube Europeu, estudámos a História da Construção da União Europeia.

-          1945 - Fim da 2.ª Guerra Mundial
-          1947 - Plano Marshall;
-           1950 - Plano Schuman.
-           1957 - Tratado de Roma;
-          1986 – Entrada de Portugal
-           1986 - Acto Único Europeu (AUE);
-          1992 -  Tratado de Maastricht;
-           2002 - EURO
-           2013 – A Europa dos 28

A II Guerra Mundial deixou a Europa destruída e provocou mais de 55 milhões de mortos.


Os Estados Unidos concluíram que a devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar a sua própria economia. Por isso, criaram o Plano Marshall. O objetivo do Plano Marschal (1947) era ajudar a reconstrução dos países aliados, da Europa, nos anos seguintes ao final da Segunda Guerra Mundial. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. A seguir, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-acabados, combustíveis, veículos e máquinas.



Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman propôs a comunitarização das produções de carvão e de aço. Colocando sob uma autoridade comum essas produções assegurando que nenhum país se encontraria em condições de iniciar guerra contra outros. Inspirando-se no Plano Schuman, seis países (Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Holanda) assinam um tratado que visa colocar as suas indústrias pesadas do carvão e do aço, sob uma autoridade comum. O tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).



O Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Económica Europeia (CEE), foi assinado em Roma em 25 de Março de 1957. O Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom) foi assinado na mesma altura, o que levou a que estes dois tratados passassem a ser conjuntamente designados por Tratados de Roma.


O ATO ÚNICO EUROPEU altera as regras de funcionamento das instituições europeias e alarga as competências comunitárias, nomeadamente no âmbito da investigação e desenvolvimento, do ambiente e da política externa comum.
O Tratado de Maastricht (1992) pretende a realização de um mercado comum, melhorar a eficácia das instituições, instaurar uma União Económica e Monetária.


Portugal e Espanha entraram para a CEE em 1986.


Em 1 de Janeiro de 2002, entraram em circulação nos 12 países da área do euro as notas e moedas de euros.


O alargamento da União Europeia.











sábado, 3 de janeiro de 2015

Biografia de Ricardo Serrão Santos



Ricardo Serrão Santos é Doutor em Biologia e Ecologia Animal, é Investigador Principal na Universidade dos Açores, foi Diretor do Departamento de Oceanografia e Pescas, Pró-Reitor da Universidade dos Açores e Presidente do IMAR- Instituto do Mar. Tem-se dedicado ao estudo da biodiversidade marinha e dos ecossistemas oceânicos. Tem mais de 300 trabalhos publicados. Integrou e coordenou projetos de investigação nacionais e internacionais no âmbito das ciências do mar e áreas afins, sobretudo projetos que estão próximos dos seus interesses como a conservação dos habitats e da biodiversidade dos ecossistemas litorais e mar profundo, principalmente, da região dos Açores e Nordeste Atlântico, a implementação de Áreas Marinhas Protegidas e a avaliação dos seus benefícios. Tem participado em diversos cruzeiros científicos oceânicos incluindo mergulhos de grande profundidade nos submersíveis tripulados Nautile da França e MIR da Rússia. Recebeu vários prémios, como o galardão “Gift to the Earth” e foi nomeado “Embaixador Marítimo” pela Comissão Europeia, entre outros reconhecimentos internacionais, nacionais e regionais.
 
Nasceu em Portalegre, em 1954, e reside no Faial. É Eurodeputado do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu onde é membro da comissão das Pescas e faz parte da delegação das relações para o Canadá. Das suas várias intervenções, que temos acompanhado, destacamos o debate na sessão plenária referente ao Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (CITES) e a interpelação no âmbito do programa de trabalho da Comissão referente ao fim das quotas leiteiras em 2015.
 


domingo, 28 de dezembro de 2014

Os Açores e a Europa - Documentário - Take 1

OS AÇORES E A EUROPA – DOCUMENTÁRIO
TAKE 1
Dar a conhecer a União Europeia, suas políticas e instituições é o objetivo principal do projeto "Os Açores e a Europa", um trabalho do Clube Europeu da EBI de Água de Pau.

  

A vila Água de Pau faz parte do concelho da Lagoa, na costa Sul da ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal. Tem cerca 3000 habitantes, que se dedicam maioritariamente à agropecuária e à agricultura. O artesanato tem forte implantação na localidade, sendo de realçar os trabalhos em vime e de tecelagem. Do património desta vila, que festeja este ano, 500 anos, destaca-se o casario alinhado e colorido das ruas, a Igreja Paroquial, dedicada a Nossa dos Anjos, os Fontanários, o Convento da Caloura, a Casa do Capitão.

 

O lugar da Caloura é um lugar de veraneio muito procurado pelos turistas e por muitos habitantes da ilha, que construíram aqui as suas casas de passar o verão e aproveitar o contato com as águas azuis do mar.



Destaca-se ainda a freguesia de Ribeira Chã com cerca 360 habitantes, onde se pode visitar os Núcleos Museológicos de Arte Sacra e de Etnografia, o Quintal Etnográfico e o Museu Agrícola, destacando-se no seu interior os utensílios ligados à Cultura do Pastel, que durante os séculos XVI e XVII, foi uma das principais fontes de riqueza dos Açores. 

 













A religiosidade dos habitantes está bem presente em atividades como a procissão de Nossa Senhora dos Anjos, a 15 de Agosto. Ao nível musical, a Sociedade Filarmónica Fraternidade Rural de Água de Pau representa um papel muito importante. Para além disso, a Casa do Povo e a Junta de Freguesia dinamizam diversas atividades culturais. O desporto está representado, por exemplo, através do Santiago Futebol Clube e das suas instalações desportivas.



É neste ambiente natural, social e cultural que se enquadra a Escola Básica Integrada de Água de Pau.

A escola, construída de raiz, foi inaugurada a 17 de setembro de 2012, tem uma estrutura arquitetónica moderna e funcional. A escola tem cerca de 650 alunos, do pré-escolar ao 9.º ano, com idades que podem ir dos 3 ao18 anos. Tem 72 docentes e 30 funcionários. Para além das turmas de ensino regular, a escola dinamiza programas de currículos adaptados, no sentido de dar oportunidade aos alunos e de os integrar com maior facilidade na vida ativa. É uma escola aberta a novos projetos e iniciativas inovadoras que não se limitem à aprendizagem formal, contribuindo, deste modo, para a formação integral de cidadãos interessados, participativos, com consciência cívica, empenhados na resolução dos problemas e na construção de um mundo mais próspero e justo, como é o caso do seu Clube Europeu.



Nós somos vinte cinco alunos do Clube Europeu. Reunimos às quartas-feiras à tarde e aprendemos muitas coisas sobre a Europa. Já sabemos que a União Europeia tem 28 países, dos quais Portugal parte desde 1986. Aprendemos que os símbolos da União Europeia são a bandeira azul com 12 estrelas amarelas, o hino da alegria e a divisa da Europa. Vimos que as principais instituições europeias são a Comissão Europeia, o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu.
Fizemos trabalhos sobre a bandeira, a língua oficial, a capital, o número de habitantes do país, os principais locais a visitar, os pratos típicos e os principais desportos/equipas de cada país da União Europeia. Fizemos uma exposição e colocámos esta informação no nosso blogue, que tem milhares de visitas e que é uma ferramenta preciosa de comunicação e de divulgação do nosso Clube Europeu.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Entrevista SIC Europa


Catherine Lalumière foi ministra, secretária-geral do Conselho da Europa e vice-presidente do Parlamento Europeu. Hoje dirige a Federação francesa das Casas da Europa, instituição que promove informação sobre o funcionamento da União Europeia. Lalumière explica o que levou à vitória da extrema direita nas últimas eleições europeias em França, diz que é necessária a implementação de uma verdadeira política externa da União Europeia. Fala ainda dos perigos dos nacionalismos na Europa e afirma que é importante ensinar os jovens a serem cidadãos europeus.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Boas Festas


Recomeçar...

O Pai Natal está a chegar e vem aí mais um ano, por isso eu queria que o mundo recomeçasse de novo, sem pessoas a passar fome. Gostaria que todos tivessem dinheiro para comprar comida e roupa para vestir. Se eu pudesse, eu daria comida a quem tem fome, daria de beber a quem tem sede, daria abrigo a quem precisasse, consolava os tristes… Sim, era bom que tudo recomeçasse de novo! Bom Natal e um Feliz Ano Novo de 2015!
Mensagem de Sabrina Pires